Gravei nas areias isso, não na minha testa,
Que o mar veio e levou a minha inspiração.
Minhas lágrimas secaram,
Pois ali chorei achando que elas se tornassem insignificantes,
Em comparação ao tamanho do mar.
De nada adiantou ter conseguido arrancar a última gota que guardei...
Foi uma ilusão
Mergulhei.
E não sei se vou respirar outra vez.
Não vejo mais no ar meu fôlego de sentimentos,
Se perderam com as palavras sem consentimento que você disse, indo para muito além;
Mas eu queria ter dito as melhores
Só para que você percebesse...
As suas foram jogadas ao vento, mas um dia voltariam.
As ondas me cobrem.
E eu não sei se volto a superfície
Quero me perder nas espumas
Salinizar meu corpo, mergulhar minh'alma...
Apenas sopro meu nome, gritos meus pensamentos, amarro meus medos;
Talvez não tenham sido os melhores, mas foram os que eu cicatrizei
Dentro de mim, eu guardei.
Joguei meu amor, minha saudade, minha sanidade
À primeira onda que veio e me afundou antes de eu ver...
Não sei se vou respirar outra vez.
Clamei por uma razão,
Mas não veio muita coisa além do que o silêncio produz no coração.
Eu me tranquei bem fora de mim
Não consigo mais entrar, a chave fora junto com a minha capacidade de amar...
Todo mundo precisa de uma luz para quebrar a escuridão
Um olhar que faça mais de mil significados
Isto se perdeu, tranquei dentro de mim
Para não sofrer com as partes que restou de nós.
Você pouco a pouco vai se desprendendo de mim
As lembranças que restaram estão guardadas dentro do que eu fiz de mim
Fora, não sou mais oco que um aquário sem água.
Você só apareceu quando se deu conta de que eu sumira de vez...
Eu não voltei a respirar
Nem a chorar
Pois para você, minhas lágrimas não passaram de insignificâncias perante a grandeza do mar.
E agora eu parto com a esperança de que você agora não passe de um pesadelo para mim.
Alef Mendes Engler
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