As mãos de um escritor delineiam pela folha branca
Fazendo com que ganhe vida, construindo alicerces para um mundo paralelo aonde as vontades são concretizadas com o intuito de despertar imaginação. É a criatividade, é a mão, são os pensamentos que fazem de um escritor o que ele é, um deus da Criação!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Retratos

Ela é você, ela sou eu
Ele é você, ele sou eu
Como retratos emoldurados
Eu finjo estar na parede como o resto do mundo
Mas emoldurado não estou realmente, estou apenas me guardando.
Pois todos guardam segredos, alguns que se mostram óbvios e outros obscuros demais para que se colidirem
Com a "clareza" do mundo.
Só que em um momento, a necessidade poderá se mostrar
Mais resoluta que as máscaras que tenho de personificar a cada dia;
Você é ela, ela sou eu
Ele é você, ele sou eu
Como retratos emoldurados
Que o prego só fincará por alguns instantes,
Porém eu não temo
Sei que eu não sou um retrato de você
Ou uma foto do mundo
Posso me retratar nesse flash até certo ponto.
No fundo eu estou gritando;
Só que sei tanto quanto os outros
Que a foto permanece, e eu sigo;
Andando, só andando, não corro
Pois sei que chego onde terei que chegar
E estou pronto para que tudo isso possa causar.
Retratos de você, retratos de mim
Ela é você, ela sou eu
Como retratos emoldurados
Ele é você, ele sou eu
Como personas que encenam quem não são
Você não pode ser eu
Porém eu posso ser você
Como retratos emoldurados
Fingem se firmar na parede do mundo
Só para não caírem e se quebrarem nele antes que o tempo diga
Que estaremos prontos,
Saindo de retratos congelados;
Para podermos nele seguir.


Alef P. Mendes Engler

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