A ampulheta assopra
O vento que se forma, a areia que rola
E o tempo que já se vai embora
É tudo um recomeço
Lança-se a felicidade no ar
Vem e a arremesso pelo mundo afora.
Trago as poeiras do tempo
Vejo felicidade caindo abismo adentro
Sopro a tristeza, mas ela vem se aproximando
Pronta, está me nivelando ou desnivelando?
É uma balança
É um vaivém
São cores que embranquecem
O preto que não está no branco
É o verde que se enegrece
A floresta igual ao meu coração
Incendeia e perece.
Então vem a chuva que me molha
Meio turva, me faz renascer
Que, então, me vejo em um vaivém
Que cresce, decresce
Vendo correr em círculos, esperando
Uma concretização feito um amanhecer
Que já vai anoitecer.
Alef Mendes Engler
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