As mãos de um escritor delineiam pela folha branca
Fazendo com que ganhe vida, construindo alicerces para um mundo paralelo aonde as vontades são concretizadas com o intuito de despertar imaginação. É a criatividade, é a mão, são os pensamentos que fazem de um escritor o que ele é, um deus da Criação!

domingo, 29 de agosto de 2010

Solidão.

Se acha
Que já deu, eu compreendo
Sei que já se excedeu
Eu não vou chorar? Eu só sei,
Uma outra pessoa será bem mais capaz
De fazê-la feliz.
Se acha
Que não é preciso me explicar;
Entulhos de desavenças serão deixados para trás
Eu vou chorar; mas em breve estarei sorrindo
E você estará com outro alguém
Dormindo.
Pois eu sei que já se excedeu
Mesmo sabendo que a minha solidão é pior, mas fazê-la infeliz é bem pior.
Eu não vou culpá-la.
Se acha
Que vivirei me culpando, acertou.
A minha montanha russa só está despencando.
Não se preocupe, garota.
Se acha
Que não é preciso olhar, eu compreendo
Virar a cara, trocar de calçada, entrar em outro metrô
Não faz mal, eu já vou me acostumando.
Se acha que assim será melhor, não se preocupe garota
Se acha que perderá o trono no meu coração, se enganou
Pois ainda vou chorar, mas em breve estarei sorrindo
Farei de conta que ainda é cedo
Enquanto vejo a cicatriz sarar
Se acha que será por um longo tempo, acertou
Pois, se acha, que a solidão é pior, fazê-la infeliz é bem pior.




Alef Mendes Engler

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