As mãos de um escritor delineiam pela folha branca
Fazendo com que ganhe vida, construindo alicerces para um mundo paralelo aonde as vontades são concretizadas com o intuito de despertar imaginação. É a criatividade, é a mão, são os pensamentos que fazem de um escritor o que ele é, um deus da Criação!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Destrui.(a).dor

Dilacere minha alma
Veja o quanto a escuridão preencheu-a
Do sublime cálice da perdição, eu provei
Imaculado pela morte, com seu veneno, superei
Vi-me nos campos Elísios como rei
Vivendo, não morrendo.
Valsando com a vida de mão dadas
E ceifando a vida alheia feito fios de linho.
Pois em mim há uma guerra interminável.
Apologética. É o mal contra o bem.
Há uma maldade em mim tão equiparável 
Que não se precisa de arma de fogo.
Não vivo repetindo com a mesma bala;
Sobre os meus pés só existe pó.
Hitler foi uma criancinha brincando de pega-pega.
Enquanto,
Eu posso ser a tirania vestida na hipocrisia da democracia.
O lobo que devora lobos.
Os mil sóis renegados a darem luz a terra.
O devorador de mundos, agasalhado na pele do Cordeiro
O mártir 
Que não se crucifica por bem dos outros.
Isso é uma guerra.
"Sil vous plait", eu os peço.
Eu preciso mascarar a sua maior destruição
Para dar o meu último "au revoir"
De gratidão, por entregar o mundo de bandeja
Na minha mão. 
  
Alef Mendes Engler

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