As mãos de um escritor delineiam pela folha branca
Fazendo com que ganhe vida, construindo alicerces para um mundo paralelo aonde as vontades são concretizadas com o intuito de despertar imaginação. É a criatividade, é a mão, são os pensamentos que fazem de um escritor o que ele é, um deus da Criação!

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Perecível

Costurei as nossas páginas viradas 
Ateando fogo nelas, eu vi seus dedos enxugarem as lágrimas 
Por ter quebrado a janela da minha alma.
Será que teremos um pouco mais de redenção?
Provavelmente os cacos que se consomem
Em minhas veias 
Já estejam endurecidos ao ponto de dizer não.
Eu rasguei suas fotos 
Pois não existe um recomeço, não para mim
Só existiu um começo e o meu fim.
Assinei na minha cabeça confusa, o óbito 
De que nosso amor se tornou perecível 
E no meu peito de vidro
Que atirou a primeira pedra?
Bem, é apenas uma curiosidade. Eu queria agradecer
Você esmagou minha possibilidade 
De ver meu coração se tornar pó bem diante dos meus olhos
Eu não sou mais de carne e osso.
Eu sou apenas o insensível 
Que se perdeu junto dessa paixão perecível.


Alef Mendes Engler

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