As mãos de um escritor delineiam pela folha branca
Fazendo com que ganhe vida, construindo alicerces para um mundo paralelo aonde as vontades são concretizadas com o intuito de despertar imaginação. É a criatividade, é a mão, são os pensamentos que fazem de um escritor o que ele é, um deus da Criação!

domingo, 8 de agosto de 2010

Sem Limite

Te entreguei o céu negro
Para que seus cachos de ouro 
Preenchessem com seu brilho
A linha da minha solidão.
Dos seus olhos, lapidei diamantes 
Com a nítida certeza
Que clarearia meu escurecer 
Sem evadir a cegueira
Que o amor trouxe para mim.
Te vejo pela manhã
Te enamoro noite e dia, minha dádiva 
Mas, por dia você me ofusca e por noite 
Todos me contemplam 
Menos seus olhos, que me fascinam
Tentei de abraçar, mas o céu não permite 
Ele é o nosso limite 
Tentei te abraçar
Rebelei-me contra os titãs do mundo 
Desfiz as correntezas do mar
Para que todas as ondas pudessem te tocar
Somente teus pés e você me sorrir
Então, em um eclipse, você chegou
E, por um instante, você me abraçou
Fez derreter o gelo do meu coração
Te entreguei os meteoros como chuva de prata
Você me presenteou com um alfabeto de estrelas
Dos sons das letras
Aprendi a dizer que te amo 
E você conseguiu perceber 
Que não eram somente palavras vazias
Mas uma colisão de sentimentos 
Que durariam como a sua vida: 
A vida de uma estrela.
Que me ilumina, sem limite 
Hoje, Amanhã e Sempre.


Alef Engler

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